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É uma doença caracterizada pela dor no ombro, especialmente a noite e perda progressiva da movimentação, sendo que ocorre mais frequentemente em mulheres dos 40 aos 60 anos de idade.  Pode ser de origem primária quando não há nenhuma causa conhecida ou secundária podendo ser de causa intrínseca (lesão do próprio ombro como luxação, fratura e etc), extrínseca (cirurgias abdominais, torácica, etc) ou ainda sistêmica (diabéticos e pacientes com alterações do funcionamento da tireoide, etc.). Mas, felizmente é uma doença autolimitada, isto é, têm cura mesmo sem tratamento

QUADRO CLÍNICO

A capsulite adesiva ocorre em 3 diferentes fases. Quando essa inflamação na cápsula ocorre inicia-se a primeira fase da capsulite, que é a fase inflamatória. A dor pode ser leve no início, mas em poucos dias ou semanas progride para uma dor muito forte e extremamente limitante. Nessa fase o movimento do ombro, apesar de doloroso, pode ainda estar normal. Essa fase dolorosa pode durar até 9 meses. Em seguida, inicia-se a fase de rigidez ou congelamento, em que há uma perda progressiva dos movimentos do ombro. Ainda pode haver dor nessa fase, mas de menor intensidade. O indivíduo sente o ombro mais curto, não alcança locais altos que alcançava previamente e não perda os movimentos de rotação, não conseguindo colocar a mão nas costas, buscar o sinto de segurança ou prender o sutiã. Essa fase de rigidez pode durar até 12 a 18 meses. Por último, vem a fase de descongelamento, com uma duração muito variável, em que o movimento do ombro melhora progressivamente, com a resolução da doença..

 COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

O diagnóstico é feito principalmente pela história e exame clínico. Exames de imagem como a radiografia (RX), Ultrassonografia ou Ressonância muitas vezes não ajudam no diagnóstico, mas podem ser úteis para diferenciar de outras causas de rigidez. A ressonância magnética pode identificar esta doença, identificando o processo inflamatório e o aumento da espessura da capsula articular.

Capsulite adesiva na ressonância magnética

Capsulite adesiva na ressonância magnética

Outras doenças que também podem causar limitação da movimentação são:

  • Lesões do manguito rotador – pela ressonância magnética ou ultrassom pode ser identificada;
  • Artrose do ombro – pelo Rx facilmente por ser identificada;
  • Tendinite calcária – também pode ser identificado o depósito de cálcio pelo RX.

COMO É O TRATAMENTO DO OMBRO CONGELADO?

Felizmente,  é uma doença com cura espontânea, entretanto, o tratamento precoce pode acelerar o curso natural da doença.

O tratamento é não cirúrgico na imensa maioria dos casos e consegue obter ótimos resultados quando bem realizado. Existem diversas opções de tratamento para cada fase da capsulite.

-Dentre as opções de tratamento para a fase dolorosa, estão os anti-inflamatórios não hormonais, corticóides (via oral ou injetável), acupuntura, infiltrações intra-articulares com corticóide ou os bloqueios do nervo-supraescapular.

Geralmente, o tratamento não cirúrgico é indicado inicialmente por 6 a 9 meses. Caso não haja progresso ou a condição clínica piore pode ser indicado a cirurgia.

 Tratamento na fase inicial

Na fase inicial da doença (inflamatória), analgésicos, anti-inflamatórios e compressas de gelo são a base do tratamento. Nesta fase, o paciente precisa mais do que tudo melhorar a dor e controlar a inflamação, enquanto alongamentos excessivos podem inclusive piorar os sintomas, aumentar o processo inflamatório e a duração da doença.

Anti-inflamatórios para capsulite adesiva

Os anti-inflamatórios não hormonais são utilizados na fase inicial da doença, ou seja, na fase inflamatória ou dolorosa. São exemplos de anti-inflamatórios não hormonais: diclofenaco, cetoprofeno, naproxeno, entre outros.

Por sua vez, os corticoides ou anti-inflamatórios hormonais são mais efetivos e podem ser utilizados.  Estas medicações melhoram a dor dos pacientes especialmente a dor noturna e estão associados a melhora da função do ombro.

As infiltrações são injeções de medicamentos (analgésico e corticoide) dentro das articulações.

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Infiltração no ombro Tratamento na fase de rigidez

Na fase de rigidez da doença, a fisioterapia e exercícios para alongamento e ganho da movimentação passam a ser primordiais. O acompanhamento desses exercícios por um fisioterapeuta costuma evoluir com melhores resultados.

Fisioterapia

A fisioterapia é um dos tratamentos mais prescritos pelos ortopedistas para a capsulite adesiva. Ela tem papel importante na prevenção da redução da amplitude de movimento do ombro na fase de congelamento e no restabelecimento da movimentação do ombro na fase de descongelamento.

 COMO É A CIRURGIA?

A cirurgia raramente é necessária nessa doença. É Indicada quando a rigidez e diminuição dos movimentos do ombro persistem, apesar do tratamento não cirúrgico. Recomenda-se no mínimo 3 meses de alongamentos antes de partir para a cirurgia. Existem diversos tipos de procedimentos, mas o que mais recomendamos é o chamado de liberação artroscópica, permite que a cápsula espessada seja liberada, com uma melhora imediata dos movimentos. Após esse procedimento é feita uma manipulação leve para melhorar a movimentação. Após a cirurgia, o paciente deverá realizar fisioterapia.

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O profissional

Dr. Guilherme Franco

Dr. Guilherme Franco

Médico ortopedista especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo. Atualmente, Atende hospital Santa Helena, biovida e biosphere.

  • Possui graduação em Medicina pela Universidade Católica de Brasília – DF
  • Realizou a especialização (Residência médica) em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital de Base do DF.
  • Tornou-se especialista em cirurgia do ombro pelo Hospital Ortopédico de Belo Horizonte – MG, sob supervisão do orientador Dr. Glaydson Godinho
  • É Membro da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia)
  • É Membro da SBCOC (Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo)
  • Fellow AO Trauma Course – Basic Principles of Fracture Management

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